domingo, 21 de agosto de 2011

Cinomose e Leishmaniose: os super inimigos dos cães

Cinomose e Leishmaniose: os super inimigos dos cães




A carteira de vacinação do seu cão está em dia?
A SAÚDE dos cachorros brasileiros está em perigo enquanto a população não entender a importância da vacinação e da prevenção. Segundo um dado divulgado pela Sociedade Mundial de Proteção Animal, somente 20% da população canina no Brasil é vacinada contra a Cinomose. Além disso, 90% dos casos da Leishmaniose Visceral na América Latina foram registrados no território nacional.
AS DUAS doenças tem consequências graves tantos nos donos como nos animais. No caso da Cinomose, não apresenta nenhum risco para a saúde dos humanos. No entanto, quem já viu um cachorro com a doença sabe como os sintomas são terríveis. Infelizmente, poucos donos vacinam seus bichos porque há um falso entendimento de que ela só ocorre em cães de rua. Puro engano. A transmissão ocorre, em geral, através do contato com secreções do nariz e boca do animal. Sendo que as características climáticas do inverno favorecem a presença do vírus no ambiente. Por isso mesmo o cuidado deve ser redobrado nos próximos meses.
Dono prevenido vale por dois
JÁ A Leishmaniose Visceral é transmitida tanto em seres humanos como no cão doméstico por meio da picada de um mosquito. No ano de 2000 a doença matava três em cada 100 pessoas que a contraíam. Atualmente, o número de óbitos subiu para sete. No caso dos cães infectados, o tratamento não é recomendado no Brasil e a única e difícil solução indicada pelo Ministério da Saúde é a eutanásia dos animais.
UMA VACINA contra a doença, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e produzida e comercializada pelo laboratório Fort Dodge Saúde Animal, é usada no Brasil desde 2004. Aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, já foi aplicada em cerca de 60 mil cães de mais de 250 cidades brasileiras.
PARA A Organização Mundial da Saúde, no entanto, a prevenção é o melhor remédio. O uso de uma coleira impregnada de deltametrina a 4% é a principal recomendação da Organização como forma de controle da doença. Sendo que a coleira antiparasitária Scalibor, fabricada pela Intervet/Schering-Plough, é a única disponível no mercado.
CONVERSE com o veterinário do seu bicho sobre a vacina contra a Cinomose e se na área onde você mora há casos de Leishmaniose Visceral. Prevenir é sempre a melhor opção.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A FARSA DO PISO NACIONAL SALARIAL DOS ACS E ACE!

PISO SALARIAL DOS AGENTES DE SAÚDE
Com a discussão em torno de um piso salarial nacional para os agentes de saúde do
Brasil, muitos políticos fizeram a festa na captação de votos e formação de verdadeiros currais
eleitorais, em especial, os que estavam do lado do Governo Lula e na linha de frente pela eleição
de Dilma.
Discutiu-se muito a PEC 391/2009, o PL 196/2009 entre outras matérias que tratam do
assunto, mas o principal não foi discutido, ou seja, a regulamentar do piso assim que fosse
aprovada a alteração do Art. 198 da Carta Maior, o que ocorreu com a transformação da PEC
391/2009 na emenda 63/2010, a qual já foi aprovada e sancionada, alterando, portanto a redação
do texto constitucional e dando aos agentes o direito a um piso nacional. Mas só isso não é
suficiente, para colocar em vigor o tão sonhado piso, pois como a própria emenda diz: lei federal
regulamentará o piso, in verbes:
EC Nº 63/2010- § 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional
nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de
agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, competindo à União, nos
termos da lei, prestar assistência financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial.”
A redação em vermelho é o que a Emenda 63/2010 alterou no Art. 198 da Constituição
Federal, doravante CF. O restante do texto já havia sido inserido na CF pela Lei Federal
11.350/2006.
Depois de muita mobilização, muitos debates e muita traição, em especial dos Deputados
da base do Governo Lula, como por exemplo, a Dep. Fátima Bezerra, que só na reta final revelou
que o PL 196 da Senadora Patrícia Saboya não poderia ser votado para regulamentar o piso, pois
caso fosse votado, seria objeto de uma futura Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADIM.
Argumento esse usado pela relatora do PL 196, a Dep. Fátima Bezerra do PT/RN, o qual não
consegui digerir até hoje.
O argumento suscitado pela relatora é verdadeiro, pois a regulamentação do piso implicará
num considerável aumento das despesas da União, com isso, só uma matéria do Presidente da
República poderá regulamentar nosso piso. Até aí tudo bem, mas porque deputados, deputadas,
senadores e a CONACS não revelaram bem antes que o PL de Saboya não poderia ser votado e
teria que ser um PL de Lula? Porque que a Dep. Fátima Bezerra-PT/RN, que demonstrava ser a
maior interessada pelo piso, só veio revelar tudo no período eleitoral, quando não havia mais
tempo de Lula mandar a matéria? A resposta é óbvia, não queriam pagar o piso salarial aos
agentes, assim como hoje continuam não querendo e, se a categoria não se unir, ficar brigando
entre si ao invés de centrar forças num sindicato próprio como nós do RN, ficará 1/3 de agentes
esclarecidos e o restante de Brasil a fora ficará servindo de cabos eleitorais para políticos
picaretas.
RESUMO TRÁGICO DA SITUAÇÃO: Como as despesas com piso salarial dos ACE e
ACS não foi incluído no orçamento de 2011, mesmo que Dilma regulamente ainda esse
ano, só poderá ser pago no ano que vem se colocarem no orçamento de 2012. Se
considerarmos que os gestores locais terão um ano para colocar o piso em prática, isso é
coisa para 2013. Temos que ficar atentos para não sermos usados novamente como massa
de manobra política nas futuras campanhas eleitorais com argumentos de piso salarial,
como foi na campanha para deputado, governador e presidente da república.
FONTE DA INFORMAÇÃO: www.cosmomariz.blogspot.com

domingo, 19 de junho de 2011

Doença de Chagas



Doença de Chagas


A doença de Chagas, mal de Chagas ou chaguismo, também chamada tripanossomíase americana, é uma infecção causada pelo protozoário cinetoplástida flagelado Trypanosoma cruzi[1], e transmitida por insetos, conhecidos no Brasil como barbeiros, ou ainda, chupança, fincão, bicudo, chupão, procotó, (da família dos Reduvídeos (Reduviidae), pertencentes aos gêneros Triatoma, Rhodnius e Panstrongylus. Trypanosoma cruzi é um membro do mesmo gênero do agente infeccioso africano da doença do sono e da mesma ordem que o agente infeccioso da leishmaniose, mas as suas manifestações clínicas, distribuição geográfica, ciclo de vida e de insetos vetores são bastante diferentes.
Os sintomas da doença de Chagas podem variar durante o curso da infecção. Nos primeiros anos, na fase aguda, os sintomas são geralmente lentos, pouco mais do que inchaço nos locais de infecção. À medida que a doença progride, durante até cinquenta anos, os sintomas tornam-se crônicos e graves, tais como insuficiência cardíaca e desordens do sistema digestivo. Se não tratada, a doença crônica é muitas vezes fatal. Os tratamentos medicamentosos atuais para esta doença são pouco satisfatórios. Os medicamentos tem efeitos colaterais significativos e são, muitas vezes, ineficazes, em especial na fase crônica da doença. Pacientes em estado grave são muitas vezes encaminhados ao transplante cardíaco, porém não há cura para a doença.

Sinais e sintomas                                                                                                                                                                                                                                


A doença tem uma fase aguda, de curta duração, que em alguns doentes progride para uma fase crônica. Dentre os sintomas possíveis na fase aguda estão[2]:
Porém a fase aguda é frequentemente pouco sintomática, geralmente passando despercebida, motivo pelo qual é tão difícil fazer a prevenção adequada de Chagas. A incubação dura de uma semana a um mês após a picada. No local da picada pode-se desenvolver uma lesão volumosa, o chagoma, local eritematosa (vermelha), inflamação e dor nos gânglios e edematosa (inchada). Se a picada for perto do olho é frequente a conjuntivite com edema da pálpebra, também conhecido por sinal de Romaña. Raramente ocorre também infecção da meninge. Entre 20 a 60% dos casos agudos se transformam, em 2 a 3 meses, em portadores com parasitas sanguíneos continuamente, curando-se os restantes. No entanto, em todos os casos param os sintomas após cerca de dois meses. Muitos, mas não todos, os portadores do parasita desenvolvem sintomas devido à doença crônica.
O caso crônico permanece assintomático durante cinco a trinta anos. No entanto neste período de bem-estar geral, o parasita está a reproduzir-se continuamente em baixos números, causando danos sérios a órgãos como baço, intestino, sistema nervoso e o coração. O fígado também é afectado mas como é capaz de regeneração, os problemas são raros. O resultado é apenas aparente após uma ou duas décadas de progressão, com aparecimento gradual de demência (3% dos casos iniciais), cardiomiopatia (em 30% dos casos), ou dilatação do trato digestivo, conhecidas como megaesófago ou megacólon (6% dos casos iniciais), devido à destruição da inervação e das células musculares destes órgãos, responsável pelo seu tónus muscular. No cérebro há frequentemente formação de granulomas. Neste estágio a doença é frequentemente fatal, mesmo com tratamento, geralmente devido à cardiomiopatia (insuficiência cardíaca). No entanto o tratamento pode aumentar a esperança e qualidade de vida (ver mais abaixo secção sobre tratamento).
Há ainda infrequentemente casos de morte súbita, quer em doentes agudos quer em crónicos, devido à destruição pelo parasita do sistema condutor dos batimentos no coração ou danos cerebrais em áreas críticas.

Transmissão

Transmissão

Ciclo do Trypanossoma cruzi
http://bits.wikimedia.org/skins-1.17/common/images/magnify-clip.png
Triatoma infestans, um dos insectos barbeiros transmissores da doença de Chagas

Besouros

Os principais besouros hematófagos (que se alimentam de sangue) da subfamília Triatominae (família Reduviidae) das espécies pertencentes aos gêneros Triatoma, Rhodnius e Panstrongylus, sendo os principais vetores o:
O barbeiro é o principal vetor da doença, responsável por mais de 50% dos casos, e habitando 11 estados brasileiros. Se infecta ao sugar o sangue de um organismo infectado. No intestino do vetor, o tripomastigoto se transforma em epimastigoto que então se reproduz. O tripomastigoto não se reproduz. O homem por sua vez, é infectado pelas fezes ou urina contaminadas do Triatomíneo (barbeiro no Brasil) que, enquanto suga o sangue, defeca nesse mesmo local. O DDT ainda é usado no controle dos besouros apesar de sua toxicidade.
Em florestas densas esses besouros são controlados por seus predadores naturais (como sapos e lagartos), porém em áreas recém devastadas e rurais eles se reproduzem rapidamente sem a ameaça dos predadores.[3]