História
A história da descoberta da doença de matrcas tem início em 1902, quando o jovem estudante da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Carlos Chagas, foi interpelado por Miguel Couto a frequentar o órgão de pesquisa Instituto Soroterápico, criado em 1900 pelo Barão de Pedro Afonso[19].No ano de 1907, Carlos Chagas, solicitado agora por Oswaldo Cruz, segue para Estrada de Ferro Central do Brasil, em um pequeno vilarejo chamado Lassance, localizado ao norte de Minas Gerais, para controlar o surto de malária entre operários. Em 1903, escolhera "These Inaugural", com o tema "Estudos hematológicos no impaludismo" e uma monografia, em 1906, "Prophylaxia do Impaludismo", em que já alertava a "destruição domiciliária dos culicídios alados" como medida para controlar a malária.
Descoberta em 1909 pelo médico brasileiro Carlos Chagas , a doença não foi vista como problema até à década de '60. Estudos desenvolvidos pelo Instituto Oswaldo Cruz no município de Bambuí, Minas Gerais, possibilitaram dimensionar a moléstia como problema de saúde pública. O nome de Tripanossoma cruzi ao agente causador foi dado por Chagas em homenagem ao epidemiologista Oswaldo Cruz.
Na Argentina, a doença é chamada oficialmente Mal de Chagas-Mazza, em homenagem ao médico argentino Salvador Mazza, que em 1926 começou a estudar a enfermidade e com os anos transformou-se no principal estudioso da doença naquele país.
Uma passagem do diário de Charles Darwin levou à suposição de que ele sofresse da doença de Chagas, em consequência da picada de um inseto, e esta seria a causa do declínio de sua saúde depois da viagem no Beagle. Testes feitos com técnicas PCR em seus restos mortais não foram conclusivos.
Um dos centros de excelência da pesquisa médica em doença de Chagas é a Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, onde nos anos 50 o Dr. Fritz Köberle demonstrou que os amastigotos destroem os neurônios do sistema nervoso autônomo no intestino e no coração.
Chagas nomeou o parasita patogênico como Trypanosoma cruzi[20] e posteriormente no mesmo ano como Schizotrypanum cruzi,[22] ambos homenageando o epidemiologista Oswaldo Cruz, que havia combatido com sucesso as epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica na cidade do Rio de Janeiro e outras cidades no início do século XX. O trabalho de Chagas permanece único na história da medicina por ter sido o único pesquisador a descrever por completo uma nova doença infecciosa, seu patógeno, vetor, hospedeiro, manifestações clínicas e epidemiologia.
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